Anatomia Emocional - A Coluna Vertebral

Atualizado: Jun 23



Prof. Dra. Ana Murray

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A nossa sociedade considera a coluna vertebral como o nosso mastro principal para manter o corpo ereto e no auxílio do nosso deslocamento, como andar e correr.


Mas ela tem uma função mais importante do que isto.


Dentro dela temos a medula espinhal que começa na base do crânio e termina na vértebra lombar numero 5; depois desta vértebra nós temos o osso sacro e a parte neurológica que é chamada de cauda equina.


A coluna vertebral é responsável por dois quintos do peso corporal total e é composta por tecido conjuntivo e por uma série de ossos, chamados vértebras; constituída por 24 vértebras + sacro + cóccix e constitui junto com a cabeça, o osso esterno e as costelas, o esqueleto axial.

Mas o que todos conhecem sobre a coluna vertebral é o disco que fica entre as vértebras que quando não esta saudável pode gerar uma hérnia ou uma protusão discal onde, tanto uma como a outra, podem pinçar os nervos que saem da pelas laterais das vértebras provocando dores fortíssimas assim como formigamento e perda de força; a mais famosa delas é a dor isquiática, antes conhecida como dor ciática.


Esta dor lombar que desce pelos glúteos pode ser causada por este pinçamento ou por fraqueza muscular.


Para nós “mortais”, como saber a diferença?


Formigamento, irradiação e perda de força com dor, é sugestivo de dor neural provocada por pinçamento. Dor intensa localizada é sugestiva de dor/ou lesão muscular.


Mas sempre é bom, com dores assim, procurar uma avaliação funcional com um profissional qualificado.


Porem a pergunta que sempre se faz, é porque eu tenho esta dor e porque eu desenvolvi este tipo de lesão?


Aqui nós iremos descartar traumas e acidentes que também podem causar essas dores.


A partir daqui falaremos daquela dor na coluna que aparece e não vai embora com analgésico ou relaxante muscular.


Segunda a Anatomia Emocional, a coluna vertebral é a nossa base com relação a como enfrentamos a vida, ela que esta presente enquanto agimos, reagimos ou NÃO.


Se algo não está de acordo com o que eu espero ou desejo que aconteça, existe uma carga energética que desenvolvemos, chamado de tensão muscular.


Esta tensão provoca um desequilíbrio entre músculos, ossos, ligamentos e discos.


Stanley Keleman definiu em sua teoria que nossas emoções e nossos sentimentos se comportam como a água.


Interessante ideia, pois, nosso corpo é formado de 75% de água/líquidos, portanto faz sentido.


Então seguindo este raciocínio, quando nos retesamos para nos proteger ou quando nos endurecemos para não sentir dor, o nosso estado líquido passa por um processo de solidificação como na forma de gelo, não literalmente é claro! Nos referimos a densidade aumentada.


Amor, atração, interesse, raiva, estresse, desgosto, felicidade são estados emocionais pertinentes a nossa percepção consciente que são também um estado de prontidão para uma ação intencional. Nos emocionamos e somos como um rio, com suas nascentes, quedas, curvas, cachoeiras, até o desemboque no mar.


Esses são os poderes dinâmicos da água, que encontra um meio de se transformar em outras estruturas e dessa forma mudar a si mesma.


Sentimentos, emoções, hormônios, corpos e consciência, todos e tudo mudam de forma e conversam entre si. Essas formas se cristalizam e/ou liquefazem, mas nenhuma se fixa concretamente.


Descubra o seu processo!


Você está mais fluido ou mais denso?


A vida líquida pode ser identificada na linguagem da função, no fluxo do pensamento, nas marés dos sentimentos, nas ondas da intuição, nas profundidades oceânicas das emoções, no crescente e no minguante das imagens.


Os líquidos são realmente parte da psique e são mensageiros que sinalizam, organizam e categorizam o comportamento humano.


PENSE!


Somos um oceano de líquidos estruturantes e uma forma, uma configuração organísmica, um formato, uma geometria, um padrão de pulsação que leva a certos padrões de experiência de vida, sentimentos, emoções e pensamentos, tanto em nós como nos outros.


Então vamos procurar nosso equilíbrio. Vamos procurar ter uma autoidentidade anatômica. Conhecer seu corpo e suas reações físicas perante estas alterações emocionais.


Proponho um exercício: sente-se em uma cadeira confortável com apoio nas costas, coloque seus pés no chão e sinta que seus dois glúteos estão harmonicamente apoiados. Procure sentir os dois ossos que temos nesta região do glúteo dividindo o peso igualmente para cada lado.


Encontrando sua postura ideal, procure contrair seu umbigo para dentro do abdômen (barriga) e com o queixo no peito conte até 10 e relaxe. Em seguida inverta a posição “arrebite” o quadril e estenda o pescoço tentando olhar para o teto, conte até 10 e relaxe.


Durante o exercício, feche os olhos e procure sentir como seu corpo começa a ficar mais fluido na soltura do movimento.


Agora que você tem consciência do movimento da coluna e quando sentir que ela está densa então já pode deixar a vida fluir dentro da sua coluna.


Permita que a fluidez se estenda para sua vida. Uma coluna mais flexível e forte irá auxilia-lo a ter uma vida mais flexível e forte.


Que sua vida seja mais fluída, mais flexível e isso o tornara mais forte para enfrentar qualquer situação que você possa ter que enfrentar.


Como sempre: ouça, observe e respeite seu corpo. Ele agradece e você merece!


Fonte: Anatomia Emocional. Stanley Keleman.

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