O início do fim

Atualizado: Jun 23




Eulina Lavigne

Bionergética - Constelação Familiar - Experiência Somática - Reiki - Pêndulo Hebreu - Geoterapia - Constelação Celular



Assim como eu você deve ter ficado curioso para saber onde será o início do fim. Esta reflexão veio à mente a partir de uma matéria que li com uma das lideranças indígenas da tribo dos Krenak, Ailton Krenak onde ele fala do seu livro, um dos mais vendidos do Brasil, chamado Ideias Para Adiar o Fim do Mundo.

Na matéria ele questiona a forma de pensar sustentabilidade e se é mesmo possível ser sustentável. Pensa que viver de forma sustentável é mais uma vaidade pessoal, porque produzimos tanto lixo que não teremos destino para ele.

Sim, em parte é verdade o que ele fala. A palavra sustentabilidade virou moda e discurso desalinhado pois, não somos capazes de viver a sustentabilidade em sua plenitude com tanta sedução da indústria. Não temos espaço para colocar tanto lixo inútil. Somos, cada vez mais, atraídos a consumir aquilo que na verdade não necessitamos.

No entanto, penso que o fim se inicia em cada um de nós. O fim de qualquer coisa que façamos tem início em nós. Então, não há escapatória. Ou somos exemplo ou sustentabilidade será, de fato, mais uma vaidade pessoal. E além disso, só vamos conseguir ser sustentáveis se além de começar em nós for um movimento coletivo para que tenha força para superar todas as tentações que a indústria e o mercado nos impõem.

Por exemplo, aqui em minha propriedade tenho incentivado o uso de sacolas de voal para por as frutas do mercado e ensinado as mulheres a fazerem sacolas de crochet para por as suas compras. E mesmo assim é um desafio recusar os assédios das embaladoras dos supermercados que ainda resistem aqui no interior. Todas as vezes que vou ao mercado já sou conhecida como a “mulher que não gosta de sacola de plástico”. Ando com as minhas sacolas e saquinhos de voal para por minhas frutas e verduras.

A pouca consciência da importância de cada vez mais se produzir menos lixo é o grande impeditivo para de fato sermos sustentáveis. E ainda encontramos quem diga que joga lixo no chão para manter o emprego dos Garis. De fato, esta é uma função que ao longo do tempo deixará de existir, não sei se pela ampliação da consciência das pessoas de que não existe fora, que não jogamos lixo fora porque estamos dentro da Terra e é um planeta único, ou porque de fato produziremos menos lixo que se tornará desnecessário a existência desta função. O fato é que os Garis existem para manter o nosso espaço limpo e contribuem para a ordem em nossa cidade.

A falta de consciência sobre as más ações, que começam em nós e reverberam na sociedade, é grande. Certa feita fui na cidade aqui próxima e a dona do estabelecimento ao me atender e tirar na maquininha, automaticamente, a minha via de pagamento, sem eu desejar, amassou o papel e jogou na rua. Eu, que não podia ver uma cena dessas e ficar calada, logo repliquei: eu não estou acreditando no que estou vendo, você, a dona do estabelecimento fazer isto? Não quero acreditar no que estou vendo! E fui lá pegar o papel que ela jogou e que sem graça me disse que iria pegar.

Imediatamente ela riu e pediu desculpas me dizendo que era um hábito. Pedi para que revisse isto pois no dia que a cidade ficasse alagada por conta do entupimento dos bueiros com papel, com certeza ela iria responsabilizar a prefeitura. Ela me pediu desculpas e disse que iria ficar atenta.

Um mês retornei lá e ela continuava fazendo a mesma coisa. E eu também. Pedindo a ela mais respeito e cuidado com o que é público.

São as nossas ações individuais e, que se tornam coletivas, que vão nos dizer se teremos um final feliz ou não e que farão a diferença.

Como já dizia o meu amigo Raulzito: O hoje é apenas um furo no futuro, por onde o passado começa a jorrar….vi o fim chamando o princípio para poderem se encontrar.

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