O que é um trauma?

Atualizado: Jun 24




Gustavo Meyer

Parapsicologia, Professor de Terapias, Religação Quântica Curativa, Libertação de Memórias Traumáticas, Florais, Tarot Egípcio



Um trauma se caracteriza por uma resposta de autodefesa do nosso sistema emocional e que fica congelada no tempo; ou seja, fica guardada na memória inconsciente.

Infelizmente, a grande maioria dos profissionais da área da saúde, ainda atribui ao corpo, no caso o cérebro, como sendo a parte de nós que lida com o trauma, quando na verdade, até ele – cérebro - é uma vítima indefesa da intensa carga energética produzida pelo trauma.

Os sintomas, tanto emocionais quanto físicos, decorrem do trabalho de administrar essas cargas intensas, comuns ao instinto de sobrevivência e aos impulsos mais poderosos que o Ser pode produzir.

O trauma acontece quando a capacidade administrativa da mente é forçada além de suas possibilidades de autorregulação – o sistema nervoso se desorganiza e a informação retida não lhe permite recompor-se. Mesmo quando o trauma parece não incomodar mais, o registro energético de sua presença pode se fazer notar muito tempo depois, tanto física quanto emocionalmente, inclusive a partir de circunstâncias aparentemente desconexas e insignificantes.

Todo trauma se caracteriza pela vivência de uma experiência sobre a qual não temos conhecimento, mesmo quando os meios no qual ocorrem já nos sejam familiares, mas, ainda assim, não sabemos lidar adequadamente com ela no momento em que ocorre.

Todo evento que produz um trauma sempre ocorre no presente com a pessoa no seu estado consciente (mesmo quando durante o sono); cria uma marca na memória subconsciente (pós-evento) e, em seguida, é guardada no inconsciente - arquivo sobre o qual não ainda temos acesso ou controle consciente.

Traumas criam marcas no cérebro e se tornam caminhos, através dos quais a informação proveniente da memória inconsciente trafega, e podem ser cada vez mais facilmente percorridos, e assim, formam hábitos comportamentais - sempre incômodos.

O trauma leva a pessoa a diversas formas de comportamento anormal, como por exemplo: vergonha de falar sobre o assunto, medo da lembrança, ansiedade, depressão, fobia, etc., sempre que algo tiver qualquer forma de relação com o evento traumatizante, porque nossa memória é associativa.


Um estudo do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Harvard, feito com pessoas que sofreram traumas, mostrou sua influência sobre o cérebro. Essas pessoas foram colocadas em um scanner de tomografia e expostas ao fato gerador do trauma. Enquanto isso, os cientistas puderam perceber que partes do cérebro eram ativadas e desativadas durante o período em que a pessoa revivia as emoções daquele fato. A amígdala e a região adjacente - o centro do medo no cérebro emocional foram os mais ativados, além do córtex visual, como se a pessoa estivesse vendo o evento, naquele momento. Além disso, puderam perceber a desativação, como uma forma de amnésia, na área de Broca, no córtex pré-frontal esquerdo, área responsável pela linguagem verbal, o que nos permite compreender o que ocorre, quando a pessoa diz: "não tenho palavras para descrever o que passei".

No entanto, como a vida é criada e alimentada pelo nosso Eu espiritual, sem o qual nosso corpo não existiria, não é, portanto, o nosso maravilhoso instrumento cerebral, o responsável pela interpretação e decodificação de todas as informações que nos atingem de todas as formas e sim, a nossa Consciência superior, que usa o cérebro como instrumento de conexão com o corpo físico.

Todas as pessoas experimentam situações traumáticas, capazes de produzir danos maiores ou menores, pelo menos uma vez em suas vidas. Experiências como a perda de emprego, uma separação dolorosa, um acidente, a morte de um ente muito querido, uma traição, etc. Isso deixa uma cicatriz emocional, que até pode ser disfarçada. No entanto, muito dificilmente, senão impossível, de ser eliminada completamente, por conta própria, ou através de sistemas tradicionais de tratamento.

Sem dúvida, todas essas pessoas pensam sobre o fato, avaliam sua natureza, imaginam outras possibilidades e alternativas, recebem conselhos, leem sobre o assunto e se comparam com outros exemplos semelhantes. Leem pelo menos um livro de autoajuda, assistem palestras, participam de grupos de ajuda, e, sabem bem como deveriam se sentir. Mas, não conseguem se livrar do trauma. Mesmo que elas saibam, que o evento já ficou no passado, muitas vezes após vários anos, elas não se sentem seguras ou confortáveis.

No entanto, tudo isso fornece uma contribuição inestimável para o processo da cura, e é justamente sobre isso que o LMT se apoia para permitir a correção do problema. São essas informações diversas que formam um conteúdo subconsciente, com novas interpretações sobre a questão, que permite a solução do problema. Isto quer dizer que, conscientemente, a pessoa sabendo como deveria estar se sentindo e comportando, utiliza esse conteúdo armazenado para reprogramar a informação registrada no inconsciente, através dos exercícios da terapia de LMT.

Por isso, fica claro que: "aquilo que a mente interpretou e registrou, somente ela pode reinterpretar e fazer um novo registro."

Joseph LeDoux, Ph.D.*, cientista da Universidade de Nova York, descobriu que reações de medo não causam reação no neocórtex, mas, sim, diretamente no cérebro emocional. Isto quer dizer que os eventos traumáticos não são manipulados pela razão, ou seja, não são compreendidos racionalmente, pois se assim fossem, não seriam traumáticos. São, geralmente, fatos e/ou situações inesperadas com as quais a pessoa ainda não havia se deparado. Por exemplo: uma pessoa dentro de um elevador passa por um momento horripilante, quando ele cai até o fosso. Mesmo não tendo sofrido nada fisicamente, essa pessoa não consegue mais entrar num elevador.

Embora o elevador seja um veículo seguro e já conhecido, o acidente não era. Como este, muitos outros exemplos podem ser mencionados.

*Joseph LeDoux, Ph.D, (7 de desembro de 1949), neurocientista da Universidade de Nova Iorque

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