O que fazer quando o medo vier te visitar?

Atualizado: Jun 23




Eulina Lavigne

Bionergética - Constelação Familiar - Experiência Somática - Reiki - Pêndulo Hebreu - Geoterapia - Constelação Celular



Será que quando você era bebezinho, você tinha medo de cobra? De sapo? De aranha? Será que um bebê é capaz de pegar uma cobra e abraça-la? Ou pegar um sapo na mão e sentir alegria?


A resposta é sim. Então, se a resposta é sim, significa que o medo é adquirido. Ele é um produto da nossa evolução. Sendo assim aprendemos a ter medo e se aprendemos podemos desaprender.


Paul Ekman Ph.D., psicólogo e estudioso das expressões emocionais chegou a conclusão que o  medo é uma resposta  as nossas expectativas negativas. Existe um fato e acreditamos que diante daquele fato algo negativo irá acontecer.


É o que estamos vivenciando hoje com a presença do coronavirus, de forma bem potencializada, pois é algo invisível e que foge ao nosso controle.


Sentimos medo quando vivenciamos algo que temos registro de que poderá ameaçar a nossa sobrevivência. Então, é como se um gatilho interno fosse acionado e lhe deixasse em estado de alerta constante.


Agora imagine você, lidar com algo invisível? Que você não sabe onde está e que você se sente ameaçado a todo momento? Fisiologicamente falando, pode ser devastador se você deixar de tomar medidas que possam lhe trazer mais conforto e segurança.


Quando sentimos medo, o nosso sistema nervoso autônomo, denominado simpático, é imediatamente acionado, como um sistema de defesa e em contraponto temos o sistema nervoso parassimpático, especificamente o vago ventral, que pode nos proporcionar estados de relaxamento.


A sugestão  é tentar minimizar os impactos deste invisível sobre você. E como isto pode ser feito?


Primeiro, é muito importante o entendimento do que acontece com o seu corpo antes do medo chegar.


As nossas emoções são processadas, especificamente, em uma área do nosso cérebro denominado Sistema Límbico. Dentro deste sistema existe uma estrutura chamada ínsula, do tamanho de uma ameixa seca, que funciona como um scanner e que vai identificar os marcadores somáticos conforme o que está sendo vivenciado.


O que isto significa? Significa que é a ínsula o órgão que vai identificar o que está acontecendo com o seu corpo. Se você está vivenciando uma situação de medo, o cérebro por meio de suas funções neurofisiológicas relacionadas a essa emoção, irá estimular a produção de neurotransmissores cujo principal é a adrenalina, além de hormônios como o cortisol, no sangue, o que vai provocar um aumento da pressão sanguínea, e provocar uma desregulação do seu sistema nervoso.


E o que fazer então?


A primeira coisa que se deve fazer é reconhecer que está com medo. Quando olhamos para o medo e falamos internamente “eu te vejo” ganhamos força. Assuma que está com medo. Este é o primeiro passo, o reconhecimento.


O segundo passo, é identificar no seu corpo onde está este medo e levar a sua atenção para este lugar, e se perguntar: estou com medo de quê? De morrer? De perder algum ente familiar? De estar só? Permaneça um tempo aí observando o medo neste lugar.


O terceiro passo é identificar recursos que possam lhe trazer conforto e que acionem o seu sistema nervoso parassimpático. Lembra?


Faça algumas respirações profundas; quando sair se proteja usando máscaras e levando o álcool gel; pratique meditações diariamente; yoga, tai-chi, escolha músicas que lhe tranquilizem. Você vai perceber o quanto tudo isto vai lhe ajudar a lidar melhor com as situações desafiantes.


Se nada disso resolver, procure a ajuda de um profissional especialista na regulação do sistema nervoso.


Tenha a consciência que o medo é uma criação da nossa mente para nos paralisar. Sabendo disso, lembre-se de olhar para ele e dizer: eu lhe vejo, deixo você onde está e sigo com a minha coragem.

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