Ponto gatilho ou ponto doloroso

Atualizado: Jun 23



Prof. Dra. Ana Murray

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Tem uma bola no meu pescoço! Ai meu pescoço “travou”!


Quantos de nós já não sentimos algo assim? Após horas em uma mesma posição, pode ser trabalhando no escritório ou em home-office ou ainda na atual conjuntura maratonando filmes ou series!


Ao tentar movimentar o corpo, parece que dentro do músculo tem uma “bola” ou um embolado travando o movimento, parece que as fibras se entrelaçaram de um jeito que não deslizam mais, algumas pessoas relatam que esta área fica tão endurecida e dolorosa que aquela parte especifica fica adormecida, mas não toque! Porque a dor é implacável.


Como saber o que eles podem ser? E como tratar estes pontos? Para que estes pontos sejam definidos como ponto gatilho ou trigger points, a dor tem que apresentar um padrão de dor referida. Explico: se a “bola” estiver presente no músculo trapézio, aquele que desce do pescoço para o ombro e ao ser pressionado a dor reflete na parte lateral da cabeça, BINGO, este ponto pode ser classificado como um ponto gatilho miofascial. Fonte:www.realbodywork.com

Os pontos gatilhos miofasciais são descritos com maestria no livro “Dor e Disfunções Miofasciais” dos autores David G. Simons e Janet G. Travell, um clássico!

Os autores descrevem como tratamento para os pontos gatilhos miofasciais, o uso da técnica de digito pressão sobre o ponto, e uma série de exercícios terapêuticos específicos.

A diferença com o ponto doloroso é que a “bola” muscular quando apertada ou pressionada a dor é local e não irradia para outras partes do corpo. O tratamento pra estes pontos pode ser massagens; uso de bola de tênis comprimindo o local; fricções e alongamentos. A diferença esta ai! O ponto doloroso você pode e deve tratar em casa da forma descrita, já o ponto gatilho há a necessidade de uma terapia direcionada, que precisa de um diagnostico cinético-funcional, que mapeia o que deve ser feito e em qual momento. Na dúvida, se você não consegue definir qual dos dois pontos esta presente no seu músculo, procure a ajuda de um profissional que pode auxiliar, tratar e orientar a melhor terapêutica a ser usada para este quadro de dor e este músculo “travado”.

Mas lembre-se: é você que sabe onde a dor aperta! Respire, pense, sinta, reflita e comece a se tratar com carinho e cuidado. Todas as respostas pra seu tratamento estão dentro de você!

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