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Tarot

  • Gustavo Meyer

O Tarot é uma coleção de 78 figuras apresentadas na forma de um baralho de cartas. Ele é dividido em três seções: os Arcanos Maiores, os Arcanos Menores e as Cartas da Realeza.

 

Por muito tempo, muitas pessoas não tinham certeza do que as figuras representavam. Haviam muitas teorias e opiniões, mas em matéria de evidência tangível ou qualquer tipo de consenso, o significado do Tarot, exceto para alguns poucos iniciados, permanecia evasivo. O que estava claro, no entanto, desde o começo, é que de alguma forma o Tarot era uma compilação de figuras do imaginário e da simbologia universais. Ele contém símbolos encontrados em todas as civilizações — antigas e modernas — na forma de pinturas, esculturas, desenhos, ícones, lendas, mitos, religiões e, em todas as formas física, mental, emocional e espiritual que as pessoas sempre foram capazes de formar, sonhar, imaginar, expressar ou enquadrar. O Tarot é cosmogônico. É uma coleção de símbolos que cruza todas as fronteiras da cultura, do tempo e do espaço; uma compilação do imaginário inexorável que existe há milênios, e permanece no inconsciente coletivo de todos os seres humanos. 

           

Ninguém sabe exatamente qual a idade do Tarot, também não sabemos com certeza quem o criou. É possível que seja originário do Egito ou da China. Ele foi associado aos ciganos — descendentes dos egípcios — que há muito tempo migraram para a Europa. Há também provas de que ele pode ser associado à antiga filosofia taoísta da China. Tao significa "a via" ou "o caminho" que é o que o Tarot também significa, e há paralelos entre os escritos antigos, as práticas meditativas e os ensinamentos do Tao e do Tarot. Entretanto, não sabemos com certeza onde, por que, ou como o Tarot teve origem, e a única coisa que podemos dizer positivamente é que ele é, sem dúvida, bastante antigo. Oficialmente, o primeiro baralho de Tarot surgiu no século XIV e extra-oficialmente, no Egito pré-dinástico.

           

Além dos dois fatores de simbologia universal e antiguidade duradoura, outro fator significativo sobre o Tarot é que os Arcanos Menores e as Cartas da Realeza são basicamente os mesmos que as cartas de um baralho moderno comum. Ninguém sabe como ou onde as cartas de jogar se originaram também, tampouco por que são desenhadas e dispostas de uma forma determinada. Muito embora em um momento, seja quem for que tenha criado o Tarot e o baralho, obviamente, sabia o que estava fazendo, não foi senão até o século XX que um consenso foi alcançado sobre o que as figuras de fato representam. Aceita-se em geral hoje que tanto o Tarot quanto o baralho de jogo, cada um a seu modo, sejam representações dos arquétipos. Os arquétipos, da forma como são encontrados no Tarot e na religião, são divididos em uma trindade.

Os Arcanos Maiores consistem de 22 cartas que representam os 22 arquétipos maiores; daí, sua raiz etimológica com as palavras arcanos e arcanjos. Eles são chamados de Maiores  porque são os arquétipos que estão contidos no inconsciente coletivo da humanidade e de toda a vida e, portanto, são universais no conteúdo em vez de individuais.

           

OS ARCANOS MAIORES

Os Arcanos Maiores são numerados de I a XXII. Alguns tarólogos começam com 0 (O Louco) e vão até XXI (O Mundo). Outros começam com I (O Mago) e baixam (O Louco) após o XXI. Particularmente, entendo o Arcano O Louco como a finalização da Grande Jornada.

 

ARCANOS MENORES

Os Arcanos Menores totalizam 40 cartas que mostram as várias maneiras como os 22 arquétipos dos Arcanos Maiores são experimentados na vida cotidiana. C.G. Jung, o pai da psicologia humanista, acreditava que os arquétipos tendiam à manifestação. Sendo assim, pode-se afirmar que os Arcanos Menores são os Maiores se manifestando no plano físico, ou que a consciência universal está se demonstrando na consciência individual.

 

CARTAS DA REALEZA

As Cartas da Realeza são figuras que representam 16 tipos de personalidades diferentes. Você poderá perguntar por que 16 tipos em vez de 10 ou 20, ou qualquer outro número? Por que especificamente 16?

           

Parece que, os criadores do Tarot, uma vez mais, quem quer que tenham sido, sabiam exatamente o que estavam fazendo. Entre 1913 e 1917, C.G. Jung escreveu o agora famoso livro, Tipos psicológicos, cuja primeira publicação ocorreu em 1923. Nesse livro, Jung descreve oito tipos de personalidades diferentes. Mais tarde, Katharine Briggs e Isabel Myers ampliaram a teoria original dos oito tipos de personalidade de Jung para dezesseis. Briggs e Myers planejaram um teste, ou indicador de tipo, agora chamado de Indicador de Tipo Myers-Briggs (ITMB), que é tão fantasticamente preciso que hoje é considerado por muitos como o instrumento mais exato disponível para verificar o tipo de personalidade, e é usado em empresas, universidades e centros de consulta em todo mundo. O ITMB baseia-se em dezesseis tipos de personalidade de acordo com as quatro funções junguianas: sensação, emoção, pensamento e intuição, e são esses dezesseis tipos de personalidades arquetípicas que as Cartas da Realeza representam. Embora, tanto quanto sabemos, Jung e Myers-Briggs não estivessem de forma alguma ligados à Ordem Hermética da Aurora Dourada, que no começo do século XX também descreveu as dezesseis Cartas da Realeza, as descrições da Aurora Dourada correspondem, com uma precisão sobrenatural, às personalidades estabelecidas pelo ITMB.

           

Os Arcanos Maiores são arquétipos invisíveis e universais, às vezes chamados de Arcanjos, Anjos, Espíritos, Eus Superiores, Guias Internos, ou superconsciente. As cartas Menores mostram como os Arcanos Maiores se apresentam nos eventos e situações arquetípicas individuais ou em questões que acontecem na Terra. E as Cartas da Realeza indicam o comportamento e a personalidade arquetípicos.

           

Perceber que o Tarot é a representação de 78 arquétipos não nos esclarece, no entanto, a respeito do que  constitui  precisamente um arquétipo. Os psicólogos, esotéricos e teólogos falam sobre arquétipos sem fornecer-nos definições claras. Os arquétipos formam a espinha dorsal da psicologia moderna. Eles são as imagens de onde derivam os anjos e demônios de todas as religiões. Os heróis e vilões dos contos de fadas, mitos, romances modernos e dos filmes, o mocinho com o chapéu branco e o malvado com o preto, o corcel confiável do primeiro e a heroína desprotegida a espera do resgate são todos arquétipos. Os arquétipos são pintados nos muros das catedrais e nos templos sagrados, e as corporações inconscientemente estruturam sua hierarquia nessas imagens. Elas aparecem nos trabalhos de Leonardo da Vinci, Michelangelo, Salvador Dali e todos os artistas e músicos de todos os lugares. Os arquétipos formam a base de todos os livros escritos, todos os filmes filmados e todas as canções cantadas. Os arquétipos são encontrados ao nosso redor em todas as formas e movimentos.

           

Para descrever o que os arquétipos são na verdade, talvez seja útil examinar algumas das várias formas em que os diferentes estudiosos têm tentado defini-los todos esses anos. Começando nos primórdios da sabedoria popular antiga, Hermes Thoth Trismegisto, o famoso sábio-mágico-estudioso do Egito, definiu os arquétipos de maneira bastante parecida à do primeiro livro do Gênesis da Bíblia. Sobre os arquétipos, Hermes escreveu: Antes do universo visível ser formado, seu molde foi feito. Esse molde foi chamado de Arquétipo, e esse Arquétipo se encontrava na Mente Suprema muito antes do processo de criação começar. Contemplando os Arquétipos, a Mente Suprema se apaixonou pelos próprios pensamentos; portanto, tornando a Palavra como um martelo poderoso, ela escavou cavernas no espaço primordial e moldou a forma das esferas no molde Arquetípico, semeando ao mesmo tempo, nos corpos recém-modelados, as sementes das coisas vivas. A escuridão abaixo, ao receber o martelo da Palavra, foi modelada em um universo ordenado. Os elementos se separaram em camadas e cada um produziu novas criaturas vivas. O Ser Supremo — A Mente — masculina e feminina — produziu a Palavra. Dessa forma foi realizado, Hermes: A Palavra que se move como um sopro pelo espaço chamou o Fogo devido ao atrito causado por seu movimento...

           

Por mais bela e poética que essa descrição seja, quando pretendemos explicar o que constitui de fato um arquétipo, ela pode ainda deixar alguns de nós sentindo como se nossos indicadores estivessem abaixo do nível normal. Portanto, examinemos uma definição mais contemporânea, uma que talvez esteja mais sintonizada com nossa forma moderna de pensar.

           

C.G. Jung é o homem de nossa era responsável por uma vez mais trazer os arquétipos à atenção do público. Ele dedicou toda uma vida à exploração deles, e escreveu volumes sobre eles. Sobre os arquétipos, Jung escreveu: Os conteúdos do inconsciente coletivo são conhecidos como arquétipos (...) essa parte do inconsciente não é individual mas universal; em contraste com a psique pessoal, ela possui conteúdos e modelos de comportamento que são mais ou menos iguais em todos os lugares e em todos os indivíduos... O arquétipo é essencialmente um conteúdo inconsciente que é alterado ao tornar-se consciente e ao ser percebido, e assume sua cor a partir da consciência individual na qual por acaso aparece.

           

A definição de Jung é oportuna para o Tarot por várias razões, não apenas porque descreve como os Arcanos Maiores se vinculam aos Menores, mas como os arquétipos são, acima de tudo, universais no conteúdo (os Maiores) e, depois, se tornam pessoais ao serem percebidos pelo indivíduo (os Menores). E também, como uma pessoa mais holística pode imediatamente notar, uma forma quase clínica de dizer que todos nós criamos as próprias realidades por aquilo (arquétipo) do qual estamos mais conscientes. No entanto, a definição de Jung, precisa como é, pode ainda deixar alguns de nós um pouco confusos. Ainda que entendamos as definições de Hermes e Jung dos arquétipos, eles não nos explicam como aplicá-los na vida cotidiana. Portanto, passemos ao Webster's Ninth New Collegiate Dictionary, onde encontramos o arquétipo definido como: "padrão ou modelo original do qual todas as coisas do mesmo tipo são representações ou cópias."

           

Logo, se por alguns momentos, pensamos sobre essas três definições diferentes de arquétipos, é possível que cheguemos a uma definição consolidada que pode ser algo como: O Arquétipo original foi um pensamento na Mente de Deus — masculino e feminino. A Mente Suprema se apaixonou pelo próprio pensamento e criou a vida à sua Imagem pelo atrito de Sua Palavra, ou pelo movimento de Seu som. Isso fez com que o Universo fosse dividido em camadas ordenadas, e em virtude da criação estar dentro da Mente de Deus, tudo é um modelo ou uma cópia do padrão original, que é Deus.

           

Ou talvez algo com efeito semelhante. Se parece haver alguma confusão quanto a se a criação é modelada a partir de Deus ou a partir de Seu pensamento, provavelmente é devido ao fato de que os estudiosos esotéricos sempre sustentaram que o pensamento é, Deus é, que pensamento e Deus e Mente e Criação são sinônimos.

           

Somos o que pensamos. E o que pensamos, somos. Da mesma forma, também somos o que falamos.

           

Esse mesmo conceito — da vida sendo moldada segundo o Arquétipo original — foi formulado de várias outras maneiras. "Como acima, embaixo" "O que vai, volta" "Colhemos o que plantamos:' "Os iguais se atraem" "O que você faz aos outros será feito com você." "Olho por olho, dente por dente:' "Para toda ação há uma reação igual e no sentido contrário".

           

Hunbatz Men, em seu livro Segredos da ciência/religião maia, salienta que a Bíblia diz que Deus nos criou à sua imagem e semelhança, e sugere uma analogia com a idéia de que Deus é energia, e que somos um reflexo daquela energia cósmica inteligente, da consciência cósmica. Nos maias o corpo é chamado de wuinclil, que significa "ser vibração." Talvez isso esclareça novamente a natureza da imagem de Deus criada pela palavra e à sua semelhança, ou som, pois som é movimento, ou partículas de ondas de luz em movimento. Na derivação, wuinclil soa de forma suspeita como wunjo, uma pedra rúnica de alegria e luz; como unihipili, o eu inferior na ciência e religião de Huna que significa vitalidade, energia, corpo, emoção e movimento; e como Mundo, o 21° Arcano no Tarot, que significa som, alegria, luz, vida e dança, todos afins com a vibração, energia, luz e som.

           

A partir de Hermes, Jung, Webster e Men, começamos a perceber que os arquétipos são difíceis de definir porque são tudo — com a complexidade adicional de que "tudo", ou "qualquer coisa", é sempre definido pelo olhar de um indivíduo. Talvez essa seja a razão por que a palavra em si, arquétipo, se analisada do ponto de vista etimológico, também acaba significando tudo que é percebido pelos olhos do contemplador, pois a definição de arco é "algo com ângulos" e a definição de tipo é "uma espécie", portanto um arquétipo é "uma espécie de ângulo". Hermes descreveu como todos possuem seu ângulo pessoal a respeito de tudo dizendo que o Arquétipo passa através das camadas, e Jung afirmou que o arquétipo é tanto coletivo quanto individual. Poderia parecer que os ângulos, ou arquétipos, são tudo, mas, ao mesmo tempo, é a forma que individualmente vemos qualquer coisa que define sua realidade pessoal para nós, ou o ângulo do qual pessoalmente percebemos essa coisa. É por essa razão que Jung diz: "o arquétipo (...) é alterado ao tornar-se consciente e ao ser percebido, e obtém sua cor a partir da consciência individual na qual por acaso aparece."

           

O Tarot é um livro mágico ilustrado que apresenta 78 ângulos pelos quais as pessoas percebem Um Grande Todo Indivisível. O poder do Tarot repousa em sua ampla aplicação a esse princípio universal.

           

As interpretações, correspondências e sistemas de Tarot representam, de certa forma, tantos ângulos de um Deus, ou de uma vida de Tudo que Existe. E, como afirma Jung, acreditamos coletivamente, se não pessoalmente, que esses ângulos "são mais ou menos os mesmos em todos os lugares...” Veremos as semelhanças e as diferenças em várias interpretações arquetípicas. Quando as interpretações de fato parecem não concordar, é porque cada autor aborda o anjo de um ângulo ligeiramente diferente. Ao trabalhar com várias interpretações, entenderemos, por fim, as muitas camadas de sentido que residem no simbolismo arquetípico.

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